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Impressões: Being Human UK x Being Human US

*Post publicado originalmente no meu extinto blog Satelite5, em 10 de fevereiro de 2011.

falei antes sobre Being Human, a versão original britânica. Basicamente, é uma série que fala sobre um vampiro, um lobisomem e uma fantasma dividindo uma casa e tentando resgatar sua humanidade, vivendo como pessoas normais, embora sejam seres sobrenaturais.

Mitchell, George e Annie, em Being Human UK

Being Human UK (britânica) já está na 3a temporada, que estreou dia 23 de janeiro e terá mais 8 episódios, sempre exibido pela BBC Three, tendo as duas temporadas anteriores, respectivamente, 6 e 8 episódios, todos exibidos sempre nesta época do ano. Já Being Human US (americana) está na 1a temporada, tendo estreado dia 17 de janeiro, pelo canal SyFy, com primeira temporada prevista para 13 episódios.

Não nego e não escondo que sou completamente fã da versão original, e com receio, mas com a mente aberta, que decidi assistir o remake. No geral, gosto muito das séries e miniséries do SyFy, como Alice, Tin Man, Haven… Mas esse remake não me agradou nadinha, mesmo eu tendo assistido de mente aberta.

Pra começar, já fiquei com o pé atrás com esse lance de 13 episódios. Ou a versão americana fará da 1a temporada a junção equivalente da 1a e 2a temporada britânica, ou muito enchimento de lingüiça virá por aí, com muita coisa nada relacionada a série original inserida.

Já assisti 2 episódios da série americana e tenho mais 2 para assistir, assim que o tempo permitir, e as 2 primeiras temporadas britânicas, mais 2 episódios da nova temporada britânica, tendo mais um na fila de espera pra ver. Ainda, logo antes de assistir ao 1o episódio da versão americana, revi o 1o episódio da primeira temporada da versão original. E é com base nisso que compartilho minha opinião.

Primeiramente, a versão americana é muito mais linear, como se achasse que se não apresentasse tudo de forma muito bem clara e explicada desde o início, o espectador não fosse entender. Inverteram a ordem de vários acontecimentos, inclusive nesse primeiro episódio há coisas e revelações que na original só aparecem lá pelo segundo episódio. A britânica não se preocupa em apresentar tudo e explicar tudo logo de cara, nem mostrar como escolheram uma casa e afins. Vão mostrando as coisas numa ordem não exatamente linear, nos 2 primeiros episódios, deixando que o espectador vá formando suas impressões e palpites e surpreendendo mais.

O começo do 2o episódio americano é que segue a linha do início do 1o britânico, mudança feita para manter a linearidade que a versão americana decidiu seguir. A mim, dá um pouco a impressão de que subestimam a inteligência dos espectadores, como se fossem incapazes de entender se fosse de outra forma. Isso também me faz achar que a versão britânica é mais inteligente.

Também notei muito menos humor na versão americana, enquanto que a série britânica, mesmo nos momentos dramáticos, é recheada pela ironia, sarcasmo e o delicioso humor britânico.

Josh, Aidan e Sally, em Being Human US

Quanto aos personagens: além da mudança de nomes, os personagens britânicos são muito mais estereotipados em seus papéis de vampiro, lobisomem e fantasma, bem nos moldes americanos, e menos carismáticos. O vampiro Aidan é super pálido, e num visual meio Edward de Crepúsculo, que não gosto, embora respeite quem gosta, e taciturno demais, descontrolado demais. Mitchell, na versão britânica, é muito mais sociável, divertido, e sofrido já que para ele, beber sangue é como um vício em drogas, que o mantém sempre no limite. Na versão americana não é mostrado assim, e o ator que interpreta Aidan não consegue passar a dimensão da luta interior travada por Mitchell.

A fantasma Sally, que não tem o mesmo amor que Annie por fazer milhares de xícaras de chá (enlouquecendo Mitchell e George), segue bem a linha “Ghost – Do Outro Lado da Vida” de ser, e o lobisomem, Josh, bom, é o que teve menos mudanças, e o que mais simpatizei, embora seja apresentado como um bundão sem tamanho, coisa que George não é. George é meio atrapalhado e inseguro, meio nerd, mas muito engraçado, inteligentíssimo, fala vários idiomas e sabe se impor quando necessário.

Os demais personagens secundários ficaram bem secundários mesmo na versão americana, nesses 2 primeiros episódios que vi, e achei os atores inexpressivos, especialmente Bishop e o ex-noivo de Sally. Harrick e Owen, o ex-noivo, na versão britânica, são mais convincentes, os atores realmente entraram no papel e, mesmo nas poucas vezes que aparecem, conseguem despertar a raiva no espectador, o nojo. Bishop e o ex-noivo de Sally não impressionam, não causaram reação nenhuma na versão americana.

Também abusam dos efeitos especiais a la Hollywood, muito bem feitos, mas às vezes usados desnecessariamente. Na versão britânica, os efeitos são fantásticos, mas mais simples e moderados, embora muito bem feitos também, o que dá mais realismo à coisa de um certo modo.

Por enquanto, assisto sem muita empolgação. Não tenho vontade de correr e assistir quando vejo que já tem um novo episódio, ao contrário da versão UK, que desde o 1o dia me empolgou e apaixonou profundamente.

Devo assistir mais alguns episódios para ver se melhora ou se os personagens me cativam, mas, por enquanto, sigo preferindo e recomendando a versão britânica a todos. Ou, pelo menos, que antes de seguirem vendo a versão americana, assistam primeiro essas 3 temporadas da versão original, e tirem suas próprias conclusões.

UPDATE EM 12 de outubro de 2011: já assisti a temporada 3 de Being Human britânico e só digo que está cada vez melhor – que venha a 4a temporada! Já a versão americana, até agora não passei do episódio 4 da 1a temporada, ainda pretendo assistir pelo menos mais uns 6 episódios, quando sobrar tempo, e talvez fazer um novo post sobre a versão americana.


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