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Séries de TV subestimadas: Being Human

*Post publicado originalmente no meu extinto blog Life Theory em 03 de fevereiro de 2010, antes de haver versão americana da série.

Sabem aqueles seriados excelentes, que você adora, mas acabam sendo subestimados, pouco conhecidas aqui no Brasil? Being Human é uma delas. Uma de minhas séries de TV favoritas, é britânica e, salvo engano, não é o tipo de seriado que se vê por aqui nos canais de tv a cabo.

Claro que há fãs brasileiros, e se encontra net a fora os episódios legendadinhos em português, mas ainda são poucos. Na minha opinião, chega a ser triste, principalmente vendo coisas como Crepúsculo fazendo sucesso aqui. Being Human é um seriado para quem é fã de vampiros e lobisomens e fantasmas, além de ser apresentada de forma inteligente, sem a melosidade, e agradaria fãs mais hardcore de seres do gênero e, até mesmo, quem sabe, fãs de atrocidades como Crepúsculo (sem querer ofender os fãs de Crepúsculo, entendo quem goste, mas para mim é atrocidade).

Mas o que é Being Human?

É uma série de tv britânica, cujo gênero pode ser definido como drama/sobrenatural/horror/comédia, escrita por Toby Whithouse, exibida pela BBC Three. Estrelada pelos atores desconhecidos por aqui, Aidan Turner (Mitchell), Russell Tovey (George) e Lenora Crichlow (Annie). Três amigos, entre 20 e 30 anos, aparentemente, que dividem uma casa em Bristol, tentando ter uma vida normal, apesar de serem, respectivamente, um vampiro, um lobisomen e uma fantasma.

A série contou com um episódio piloto, onde os atores que interpretavam o vampiro e a fantasma eram outras pessoas, substituidos posteriormente por Aidan e Lenora, e 2 temporadas, a primeira, exibida em janeiro/fevereiro de 2009, com 6 episódios de 1 hora de duração cada, e uma segunda temporada de 8 episódios, que estreou dia 10 de janeiro deste ano. Para 2011, já foi confimada uma terceira temporada pela BBC.

O que a série tem de tão especial?

Ora, além dos dramas inerentes à vida social de pessoas na faixa dos 20 e tantos anos, dificuldades de relacionamento, trabalho e afins, temos lições de amizade, companheirismo e solidariedade entre 3 seres tão diferentes, mas ainda assim mais “humanos” do que muitas pessoas “normais”. Além de seus problemas por serem seres incomuns, sua luta em busca de “humanidade” e “normalidade” é mostrada com sensibilidade, alternando momentos dramáticos, mas não piegas, com momentos de puro humor inteligente, uma certa dose de ação e suspense.

Algumas observações sobre a mitologia da série:

Ok, aqui também temos algumas livres adaptações do que se conhece de vampiros, lobisomens e fantasmas, mas são feitas de maneira plausível, de modo que tudo pareça muito natural, até para os que ficaram indignados, como eu, com as liberdades da Srta. Meyers em Crepúsculo.

Vampiros podem andar no sol, sem problemas, mas não brilham. Claro que isso às vezes lhes é desgastante, mas lhes é possível. Para virar um lobisomen, não é necessário ser mordido por um. Basta ser ferido por um, mesmo que só pelas garras. Fantasmas, em certas ocasiões, podem se tornar “maleáveis”, quase sólidos, pegar objetos, mas ainda assim possuem limitações.

De resto, não fugimos muito da mitologia tradicional de tais criaturas. Além disso, os efeitos especiais são muito bem feitos nas transformações, desaparecimentos, lutas.

Parecer final:

É uma série honesta, bem feita, inteligente, e que eu recomendo a todos. Ontem comecei a ver a segunda temporada, e posso dizer que a cada episódio, ela fica melhor. Pena que são poucos episódios exibidos apenas uma vez por ano, deixando um ano inteiro de ansiedade pela próxima temporada. E pra quem entende inglês, sem legendas, ou só quer ver mais fotos e vídeos, sugiro uma visita ao site oficial da série.


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