:::: MENU ::::

The X-Files: Eu Quero Acreditar

*Post publicado originalmente no meu extinto blog Satelite5, em 1° de janeiro de 2011.

Arquivo X — Eu Quero Acreditar (The X Files: I Want to Believe), foi lançado no Brasil em 25 de julho de 2008, ou seja, não é um filme novo. Misto de drama, mistério e ficção científica, como a série da qual se originou, tem pouco mais de hora e meia de duração, e traz de volta os agentes Fox Mulder e Dana Scully, neste segundo filme da franquia. A direção segue por conta de Chris Carter.

Apesar de o filme ser antigo, e de ter assistido toda série em sua época, bem como o primeiro filme, somente recentemente consegui assistir este segundo filme.

Sinopse (adaptada da sinopse original em inglês do IMDB):
Após terem abandonado o FBI, Scully passou a trabalhar como médica em um hospital Católico. Seu foco atual é um paciente, um garoto, com uma doença cerebral incurável, dado como caso perdido pela administração do hospital, que exige que Scully abandone o caso. Mulder, por sua vez, vive recluso, colecionando artigos de jornais sobre assuntos paranormais e jogando lápis, vários deles, no teto.
De repente, o sumiço de uma agente do FBI, trás à baila um ex-padre pedófilo que tem visões, e alega ter visões sobre o paradeiro da agente desaparecida. Assim, tendo em vista de tratar-se da especialidade de Mulder, o FBI lhe chama como consultor neste caso, apesar dos protestos de Scully, que acaba juntando-se à Mulder quando este também desaparece. O que parecia um simples caso, acaba desafiando novamente a fé de Scully, bem como revela um “circo dos horrores” científico digno de Frankenstein.

Trailer:

 Impressões:
Após alguns anos sem ver a série, desde o seu final, mais precisamente, confesso que o filme me deu a vontade de rever tudo desde o início. Embora Mulder e Scully não sejam mais parte do FBI, Mulder continua sendo um excelente e destemido agente, embora pareça um pouco mais “louco” do que o normal (talvez devido ao seu isolamento voluntário prolongado).

Scully, por sua vez, está bem compenetrada em seu papel de médica, tendo praticamente abandonado seu lado agente, e por isso, passa boa parte do filme agindo de forma relutante, envolvida em seus dilemas médico-hospitalares-administrativos. Vemos um lado diferente de Scully e mais um pouco de sua relação pessoal com Mulder, suas mágoas em relação ao FBI e ao Mulder, a dor da perda de seu filho.

Destaque, ainda, para uma participação especial de Skinner, o único, além de Mulder e Scully, a retornar neste filme e que fazia parte do elenco fixo da série. Os cenários e a fotografia do filme também dão o tom exato à história, e Cris Carter não perdeu a mão na direção.

A história é interessante, traz como tema a fé, a ciência e seus limites éticos, contudo, mesmo tendo por volta de uma hora e meia de filme, a trama parece meio apressada, tendo potencial para ter sido melhor explorada. Foge um pouco do que estamos habituados na série de TV, mas ainda assim é um filme interessante, com muito mistério e bastante ação, e uma boa pedida para quem não acompanhou a série, mas curte um bom filme de mistério e ficção científica.

Minha avaliação? Nota 8. Não é um filme excelente e primoroso, a série possui vários episódios muito superiores, e por isso sempre a recomendo, mesmo após todos estes anos, mas, ainda assim, vale a pena assistir, especialmente a quem sempre foi fã da franquia, não assistiu ainda e deseja matar a saudade.


Deixe seu comentário!