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Especial Halloween: sugestões de animes para entrar no clima

Animes para assistir no Halloween

Estamos nos aproximando do Halloween, uma data mais comemorada lá fora, porém já bastante conhecida por aqui. Pra entrar no clima, decidi montar listas com ideias e sugestões de animações da terra do sol nascente, todas excelentes pra curtir a data assistindo.

São séries que já assisti e recomendo, e que pretendo assistir novamente, se possível nesse Halloween. A lista apresenta algumas séries que estão no meu top 10 pessoal, não representando os melhores de todos os tempos, até porque “melhor” é algo que varia do gosto de cada um, refletindo apenas minha preferência pessoal, mas contém itens que podem agradar uma variedade de gostos.

Não entram na lista muitos títulos excelentes, mas que tem mais influência de outros gêneros, tampouco títulos que ainda não terminei de assistir ou pretendo assistir, que compartilharei aqui também futuramente. Se você não achou seu favorito aqui, pode ser por um destes motivos, mas quem sabe não aparece em outra futura lista de indicações?

Se você já assistiu algum, compartilhe suas impressões, ou se tens alguma sugestão de outros títulos que não entraram na lista, deixe nos comentários. Adoro conhecer novos títulos por indicação alheia. 😉

Higurashi

Higurashi no Naku Koro Ni/Higurashi no Naku Koro Ni Kai

Este anime eu já assisti duas vezes, e estou jogando a visual novel. Higurashi no Naku Koro Ni é um anime baseado nessa visual novel (espécie de jogo em que você interage lendo a história e tomando decisões de como agir, com quem interagir, o que falar) composta por alguns arcos, e com alguns finais diferentes, dependendo de suas escolhas ao longo do jogo, que pode ser encontrado na Steam atualmente.

O anime pode ser meio lento e confuso no início, pois ele se baseia nessa narrativa do jogo, divida em arcos de 5 ou 6 episódios cada, contudo, quando ele te prende, você não consegue parar de assistir. Um dos últimos arcos, porém, ajuda a entender melhor toda a loucura, horror, matança que se sucede. Só um aviso: não se deixe desconsiderar a série ou as personagens por serem em sua maioria fofinhas, meigas, bonitinhas e boazinhas.

Na primeira temporada vemos o dia a dia de Keiichi Maebara, que acaba de se mudar para a vila de Hinamizawa, e de seus colegas: aparentemente uma vida tranquila e normal de colegiais em uma pacata vila do interior. Porém, a loucura começa a imperar quando Keiichi descobre que houve um assassinato na vila, que as aparências podem enganar muito, e mortes trágicas ou cruéis passam a ocorrer. Daí é um “MATA TODOMUNDO!” e “AGORA F**EU” inimaginável.

Na segunda temporada, o clima é mais de ação, e temos, ainda, a chance de conhecer melhor os personagens, cujas histórias são mais exploradas, e muito drama e momentos de tristeza.

Na segunda temporada, Higurashi no Naku Koro ni Kai, começamos novamente a história algumas semanas antes dos fatos narrados a partir do primeiro episódio da 1ª temporada, e mostra algumas mudanças (que corresponderiam a diferentes escolhas do jogador na Visual Novel), que levam a um final diferente, porém compondo o todo que permite a compreensão geral do enredo.

Apesar dessa troca de tom na história entre uma temporada e outra, ambas se completam e compõe o enredo de forma brilhante. O valor de replay é alto, pois a cada vez que você assiste novamente, você percebe mais e melhor pequenos detalhes que deixou passar, e sua compreensão do enredo aumenta. Super recomendado!

Mononoke

Mononoke

Mononoke é um dos meus favoritos do gênero pelo clima, visual, e conteúdo. O visual talvez não agrade a todos, já que foge um pouco do que estamos habituados a ver em animações orientais, porém, ainda assim, acho os visuais deslumbrantes e sombrios, cheios de texturas.

Mononoke não é exatamente uma história única, sendo composto de histórias, que duram 2 ou 3 episódios, cada. O que as liga é um estranho homem, tipo caixeiro viajante, que vende remédios, e encontra diversos tipos de espíritos, chamados de “Mononoke”.

Além de vender remédios, ele também exorcisa esses seres, só que para isso precisa descobrir o nome destes “espíritos”, a verdade por trás deles e o motivo de estarem em nosso mundo. Sem essas informações, é praticamente impossível realizar o exorcismo.

E é justamente aí que reside a beleza da história, uma vez que podemos conhecer o passado ou o destino trágico desses seres, alguns deles baseados em lendas e crenças orientais que já foram explorados em outros animes, filmes, livros e mangás.

Shiki

Shiki

A terceira sugestão começa meio devagar, mas logo a história engrena e surpreende, seguindo de forma bastante fiel a mitologia dos seres que ali aparecem.

Estamos na vila de Sotoba, na década de 90. Nela vive Toshio Ozaki, médico local, que desconfia que algum tipo de epidemia está ocorrendo na pacata vila, e começa a investigar. Ao mesmo tempo, uma família muito esquisita vai morar no local, em uma mansão mais reclusa, e assassinatos inexplicáveis começam a ocorrer.

Ao longo de suas investigações, Dr. Ozaki conclui que tanto a epidemia quanto os assassinatos são obra de criaturas chamadas de “Shiki”, criaturas bastante conhecidas até mesmo no ocidente, das quais não é possível fornecer detalhes sob pena de causar spoilers. Logo temos a velha luta entre humanos (o bem) x criaturas (o mal), ou pelo menos aparentemente.

Sim, porque em Shiki nada é o que parece ser, e muitas vezes as certezas que nós, espectadores, temos, as conclusões a que chegamos, se revelam completamente equivocadas. Falar mais sobre Shiki sem revelar detalhes importantes é missão complicada, por isso fica a forte sugestão de que assistem e depois voltem aqui para comentar.

VampiraHunterD2

Vampire Hunter D/Vampire Hunter D: Bloodlust

Vampire Hunter D, o que dizer dessa personagem que considero pacas? Aqui temos dois filmes animados, um mais antigo, outro nem tanto. Baseados nos romances escritos por Hideyuki Kikuchi, a personagem principal é D, um misterioso homem, meio humano, meio vampiro, um Dampiro, que trabalha caçando outros vampiros (Guillermo del Toro mandou lembranças ao D no segundo filme de Blade).

No primeiro filme (1985), conhecemos D e seu trabalho como caçador, enquanto no segundo, Bloodlust (2000), vemos D envolvido na missão de trazer de volta uma moça sequestrada, e tendo que lidar com parte do seu passado e das emoções que nutre em relação à sua própria identidade como fruto de um romance proibido entre humanos e vampiros. Ambos os longas possuem ação e horror na medida.

O character design é de Yoshitaka Amano, famoso por designs, ilustrações, imagens promocionais e artbooks, de jogos como Final Fantasy, Child of Light, Fantasy Life, e pelas ilustrações para Sandman: Caçadores de Sonhos, do Neil Gaiman, e por si só já vale assistir, mesmo que no primeiro filme as animações antigas não sejam tão belas.

Kakurenbo

Kakurenbo

Extremamente perfeito para o Halloween, Kakurenbo é um curta metragem que pode ser facilmente encontrado para assistir online na internet, e apesar de ter apenas 30 minutos de duração, consegue assustar e angustiar o espectador de forma impressionante.

“Kakurenbo” é a brincadeira japonesa que equivaleria ao nosso “esconde-esconde”, e é isso que o curta mostra, uma macabra brincadeira baseada na mitologia oriental. Não há muito o que dizer, só assistir para compreender o terror.

PetShopOfHorrors

Pet Shop of Horrors

Baseado em um mangá de belíssimos traços, embora na versão animada muito da beleza tenha se perdido, Pet Shop of Horrors é uma série curta, de apenas quatro episódios. Nela somos apresentados ao Conde D, uma figura exótica, meio andrógina, que possui uma loja de animais de estimação meio fora dos padrões.

Em cada episódio, um cliente chega na loja buscando um bichinho de estimação e, para cada animal e cliente, D faz recomendações bastante inusitadas de como o animal deve ser tratado e do que os donos não devem fazer (meio como as recomendações que você ganha ao comprar um Guizmo, em Gremlins), obrigando-os a assinar uma espécie de contrato.

Infelizmente os seres humanos se deixam levar pela vaidade, ou pela rebeldia pura, ou pelo descuido, e ignoram as recomendações, quebram contratos, e com isso temos com consequencias terríveis, finais trágicos e infelizes, e bastante fora do comum.

GhostHunt

Ghost Hunt

Mai é uma jovem de 16 anos, que adora contar histórias de fantasmas para suas colegas de escola. Nessa escola há um prédio interditado, alguns dizem que por ter estruturas abaladas, outros dizem que é por ser assombrado.

E é nesse prédio, envolvida em uma brincadeira de assustar suas colegas, que Mai acaba conhecendo Kazuya Shibuya, um jovem de 17 anos bastante maduro, presidente de uma companhia chamada Shibuya Psychic Research Company (Companhia de Pesquisas Psíquicas Shibuya), que está investigando o prédio a pedido do diretor.

Mai acaba se tornando funcionária da pequena empresa, composta por Shibuya, seu “sócio”, a própria Mai, e outros integrantes que são chamados ocasionalmente para ajudar nas investigações de fenômenos psíquicos e paranormais.

O interessante na série é que em Ghost Hunt as investigações utilizam equipamentos científicos verdadeiros, a fim de verificar se os fenômenos encontrados por aqueles que os contratam são, mesmo, sobrenaturais, ou possuem explicações científicas e naturais, no melhor estilo “Ghost Hunters” (para quem não conhece, o programa exibido pelo canal SyFy aqui no país, onde um grupo visita locais históricos americanos e investiga ocorrências com ajuda de diversos equipamentos, a fim de determinar se há atividade paranormal ou não).

Na investigação auxiliam, ainda, uma inusitada “Shrine Maiden”, aquelas jovens donzelas que moram e realizam trabalhos religiosos em alguns templos, mas que não é lá muito jovem e nem tão donzela e comportada, um monge budista nada convencional, uma adolescente médium que aparece em shows de tv e um jovem padre católico especialista em exorcismos conforme os ritos do Vaticano.

A própria Mai, conforme a história avança, vai descobrindo que possui um “sexto sentido” aguçado, e que também há um grande mistério envolvendo Shibuya, a quem ela chama de “Naru”, por achá-lo “Narcisistic”, narcisista ao extremo.

Nem sempre temos fantasmas, mas fenômenos naturais ou psíquicos, havendo referências até a Uri Geller, que ficou famoso inclusive aqui, ao ser mostrado no Fantástico com seus poderes de entortar colheres e garfos com a mente, mas quando os temos são bastante assustadores. No geral, tudo é mostrado de forma bastante inteligente.

Infelizmente, o anime não revela (ou revela apenas de forma parcial) alguns segredos importantes, que só podem ser descobertos lendo o mangá ou os romances de mesmo nome, contudo, isso não prejudica em nada a série, apenas deixa um gosto de quero mais.

HighSchoolOfTheDead

High School of the Dead

Para os fãs de zumbis, não há anime de zumbi mais interessante do que High School of the Dead. Gosto muito deste show, porém tenho algumas ressalvas quanto ao excesso de “fan service”, ou seja, exposição de garotas nuas, closes de peitões, bundas, calcinhas, tudo fora de contexto, que em nada acrescentam à história, e poderiam ser retirados de cena sem afetar em nada o enredo e a série.

Vejam bem, não tenho nada contra nudez, peitos, bundas e afins quando dentro de um contexto que faça sentido na história, a questão aqui é que muitas vezes não acrescenta em nada, mesmo, sendo só para agradar o público masculino. O que é triste, pois há ação, suspense, terror e até mesmo humor o suficiente na história pra agradar todos os públicos, sem apelação.

Apesar dessas ressalvas, a história tem um enredo interessante, embora cliché, onde um uma doença se espalha rapidamente pelo mundo, causando mortes em uma velocidade incrível, ameaçando extinguir a humanidade ou transformar a todos em zumbis.

Nesse cenário cliché, um grupo de estudantes do ensino médio e alguns funcionários da escola, pegos de surpresa pelo ocorrido, precisam sobreviver, escapar da escola e tentar chegar em suas casas, resgatar seus familiares, se é que sobreviveram.

Nada de muito novo, mas seguindo o exemplo de séries de zumbi como The Walking Dead, o foco principal é o comportamento humano em tais situações, decisões morais e éticas as quais devem ser tomadas, e levanta alguns questionamentos interessantes, apesar, repito, do fan service desnecessário.


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