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BEDA #1 – Nostalgia: Aberturas de desenhos que marcaram minha infância

Dragão sorridente voando, ilustração.Boa noite, pessoas. E hoje começa o BEDA, Blog Everyday August, e pra ver se retomo o hábito de atualizar diariamente, resolvi participar dessa vez, com agradecimento a todas pessoas que participam do grupo Blogueiros Geeks no Facebook.

Ultimamente ando nostálgica, lembrando da minha infância na década de 80, dos desenhos que assistia naquela época e, como resultado, andei passando um tempo no Youtube, procurando e pesquisando pedacinhos daqueles que me fizeram uma criança muito feliz.

Claro que vários clássicos amados também me acompanharam, como Caverna do Dragão, Flintstones, Os Jetsons, Os Herculóides, Space Ghost, Thundercats, She-ra, He-man, Cavalo de Fogo… Foram tantos! Porém, estes aqui quase nunca são lembrados pela maioria das pessoas que viveram a infância na mesma época, e merecem muito amor também! <3

Alguns achei episódios, outros, apenas a abertura. Resolvi compartilhar, pois muitos de vocês, caros “serumaninhos”, talvez não tenham vivido essa época e não chegaram a conhecer tais desenhos, e outros tantos talvez tenham até assistido e, como eu, relembrem com carinho. 🙂

Dartagnan e os Três Mosqueteiros

Versão canina. Hein? Como assim? Isso mesmo, um desenho animado baseado no clássico livro de Alexandre Dumas, porém, os personagens são todos cães. Eu confesso que apesar disso, eu tinha, do alto de meus 06 anos de idade, um certo “crush” no Dartagnan, e adorava a Juliete. Por outro lado, eu odiava com todas as minhas forças o Richellieu, e tinha MEDO dele, a ponto de chorar, mesmo.

Bancada pelos espanhóis, mas produzida no Japão pela Nippon Animation, em 1981, foi exibida pela finada Rede Manchete no Clube da Criança em 1984, quando a Xuxa era uma jovem apresentadora ainda em início de carreira.

A música da abertura até hoje me persegue, tocando aleatoriamente na minha cabecinha quando bem entende. A verdade é que ela é viciante, como vocês podem conferir abaixo.

No Jbox, em 2007, fizeram um artigo bem legal sobre essa série animada de 26 episódios. Recomendo a leitura para saber mais. Inclusive nesse artigo descobri que chegou a ser lançado em locadoras com o título de Dartacão e os Três Moscãoteiros. Nomezinho terrível!

Ficou curioso? Você pode assistir os episódios 1 a 23 no Youtube, com a dublagem da época. 🙂

As Aventuras de Gulliver

Mais um desenho baseado em uma obra literária, As Viagens de Gulliver, esta escrita por Jonathan Swift. Produzida pela Hannah-Barbera na década de 60, era transmitida no Brasil na década de 80, mas minha memória falha e não tenho certeza se assistia na Bandeirantes, no SBT (TVS na época) ou na Manchete.

Nela, acompanhamos a chegada de Gulliver na ilha de Lilliput, acompanhado de Tag, seu cãozinho, enquanto viajava pelo mundo à procura de seu pai. Gulliver chega causando e apavorando geral, já que os habitantes da ilha são bem pequeninos, o que faz com que ele seja um verdadeiro gigante perto deles. Com o tempo, porém, boas amizades são feitas e Gulliver meio que se torna parte da ilha. Eu adorava ver aqueles pequeninos!

Há alguns episódios pelo youtube, para quem se dispuser a pesquisar com um pouco de tempo e paciência.

Patrulha Estelar

Porque né, gente, Leiji Matsumoto é vida, e graças a este desenho, e o advento da internet, que me permitiu conhecer mais sobre essa pessoinha maravilhosa, virei fã do cara! Nunca ouviu falar nele? Ah, mas certamente vocês já ouviram falar em Daft Punk e no álbum do grupo que originou os vídeos clipes que viraram o longa-metragem, musical e animado, Interstella 5555! Obra do Matsumoto!

Só essa música de abertura já me arrepia! Uchuu Senkaaaaaaaannnn Yaaaaamaaaaatoooo!

Patrulha Estelar foi um dos animes, sim, animes, mais icônicos da Rede Manchete muito antes de Cavaleiros do Zodíaco e Sailor Moon bombarem na emissora. Exibido entre 1983 e 1985, eu não perdia um episódio dessa animação japonesa, e aos 7 anos de idade, 1985, eu idolatrava a série e Derek Wildstar, o herói.

Para minha alegria, em 2010 lançaram um longa-metragem em live-action, com atores de verdade, Space Battleship Yamato, que serviu pra matar saudades. Não é um primor de filme, mas bem feitinho e ótimo entretenimento, que recomendo pra quem quiser adentrar no universo da nave Yamato.

Pra quem ficou curioso, aqui tem um dos episódios com a dublagem brasileira original.

Galaxy Rangers

Ô, beleza, parece que desde criança eu já sabia o que era bom e virariam paixões mais tarde na adolescência e vida adulta. Uma Space Opéra? Uma série de Cowboys? Ficção científica espacial? Tudo junto e misturado? Eis Galaxy Rangers! A animação começava com uma narração ambientando a história e seguia com a música da abertura.

Galaxy Rangers embora possa ter traços que parecem de anime de vez em quando, é um desenho americano mesmo, feito em 1986, e que era transmitido aqui em 1987, no Xou da Xuxa (que já tinha migrado da Rede Manchete nessa época). E aos 9 anos, eu tinha uma paixonite por todos os personagens do quarteto de Rangers.

Eu assistia diariamente, pois nesse ano eu tinha sido trocada de escola por meus pais e, pela primeira e única vez em todo o tempo de escola, acabei tendo que estudar de tarde, já que era aluna nova transferida. Caramba, como era incrível ver aqueles cowboys espaciais, meio ciborgues, cheios de implantes maneiros e esquisitos, tentando manter a paz pela Galáxia, com cavalos robôs reluzentes e mucho loucos, no ano de 2086!

Vocês podem assistir TODOS os episódios com a dublagem original aqui no Youtube.

SilverHawks

Ok, Galaxy Rangers, e agora SilverHawks… Humanos biônicos, meio “pássaros ciborgues”, que ajudam a manter a paz no espaço, naves espaciais (oi, Yamato!), rock and roll… começo a perceber um certo padrão aqui que nunca tinha me dado conta. Ok, parece que certos gostos meus se tornaram compreensíveis e pronunciados a partir da adolescência e alguns na vida já adulta, mas agora vejo claramente que a semente já estava plantada dentro de mim desde a tenra infância, ahahahahaha!

Este é mais um desenho americano de 1986, onde os personagens principais, os falcões de prata, em bom português, tinham corpos de carne, osso e metal, mandavam muito bem no rock and roll and lutavam pra caramba, com golpes de nomes inusitados, armas, combate corpo a corpo, e instrumentos musicais (que também eram versáteis e se transformavam em armas ou até mesmo em um falcão).

Aqui no Brasil ele foi exibido em 1988 no programa do Sérgio Mallandro, gluglu, yeahyeah, e depois no programa da Mara Maravilha. Chegou a ser reprisado muitos anos depois no “programa do Yudi“, pléistéixionpléistéixion.

Meus Hawks preferidos eram o Tenente Quicksilver e seu falcão robô que lançava lasers, Tally Hawk, Emily “Steelheart”, a gêmea e, posteriormente, Hotwing, um dos Hawks que se juntam ao grupo principal ao longo da série. Eu “shipava” Quicksilver/Emily enlouquecidamente do alto da vasta experiência romântica que eu (não) possuía aos 10 anos de idade.

Um dos planos pra 2016 ainda é rever toda a série. A música da abertura é uma das minhas aberturas favoritas da vida e sempre está nas minhas playlists/gadgets. Pena que achar episódios dublados no Youtube é bem difícil, sendo mais fácil achar com a dublagem original americana, mesmo.

Os Snorkels

Ahh, os Snorkels. Não tem muito o que falar, exceto que eles eram tipo uns Smurfs aquáticos, mas muito mais legais. Embora houvessem Snorkels com características bem definidas como nos Smurfs, haviam mais Snorkels meninas, e a organização da comunidade deles não era exatamente como a dos Smurfs, e sim como a dos humanos. Eles viviam no fundo do mar.

Não tem muita explicação de motivo para eu gostar tanto, mas eu me divertia horrores vendo e esperava ansiosamente pela exibição dos episódios. São Smurfs marinhos muito mais simpáticos (e olha que gosto de Smurfs, mas Snorkels conseguia ser 3x mais amor).

Snorkels é uma produção da Hannah-Barbera também, que durou de 1984 a 89, e passava na Globo, nos Xou da Xuxa, e depois de Galaxy Rangers (e She-ra), era meu desenho mais esperado todas as manhãs naquele fatídico ano da 4ª série em que estudei de tarde.

Jayce e os Guerreiros do Espaço

Esse desenho é muito pouco lembrado até mesmo por amigos de infância. Sério. Quando eu falo nele, é raro alguém lembrar desse desenho exibido pelo SBT na minha doce infância. E ele era bom pra caramba. Carros-plantas espaciais, batalhas, algo meio mutantes-plantas-batalha-espacial-space-opera-uma-quest-a-cumprir.

Uma animação muito esquizofrênica de certo modo, porque criada por franceses (desenho e roteiro), bancada por uma empresa francesa/americana e animada não por um, mas por cinco estúdios japoneses diferentes, incluindo os famosos Shaft e Sunrise. O bagulho é louco e eu não vou ser capaz de descrever tudo que funcionava, então vou deixar o resumo da Wikipédia aqui, mesmo, pra vocês (e óbvio que no final da década de 80, já na pré-adolescência, eu era apaixonada pelo Jayce):

No espaço, em um sistema solar chamado Epsolon 9, existe um grupo de guerreiros, que vivem em constante treinamento, munidos de várias armas de combate, como naves e veículos especiais. Eles constituem a chamada “Liga Relâmpago” cujo objetivo é lutar contra qualquer ameaça ao universo.

Jayce, personagem principal da história é filho de Audric, um grande cientista cujo sonho era acabar com a fome no universo. Para isso, ele começa a desenvolver plantas especiais. Estas, seriam tão resistentes aos impactos ambientais, que poderiam ser cultivadas em qualquer parte do espaço. No entanto, durante as pesquisas, ocorreu um acidente no laboratório liberando radiação que acabou transformando as inofensivas plantas em seres mutantes muito inteligentes. Estas se multiplicaram e se organizaram em um grande exército com o objetivo de dominar todo o universo, tendo como líder o mutante Monstróide.

Audric, sentindo-se culpado e prevendo a ameaça representada pelo exército do Monstróide (SawBoss em inglês), esconde em um medalhão, o segredo para destruir o exército inimigo. Este medalhão foi dividido em duas partes: uma metade ele carrega consigo e a outra é entregue para seu filho, Jayce.

Os seres inimigos, chamados de “Monstróides”, usando o poder de telepatia (que, segundo o desenho, as plantas teriam) podem localizar Audric em qualquer lugar. Por isso, ele é obrigado a fugir pelo espaço levando consigo apenas metade do medalhão.

Jayce se une, então, com a Liga Relâmpago e parte numa busca para encontrar seu pai e, assim, unir as metades do medalhão, revelando o segredo que derrotará definitivamente Monstróide e seu exército.

BraveStarr

Eu PRECISO confessar: eu tinha um “crush” no cavalo. Sério, não me julguem, mas era no cavalo. O cavalo era meio antropomorfizado, meio gente, e tinha um personalidade e uma inteligência muito sedutoras. Como poderia uma pobre garotinha resistir? Não me julguem. Eu tinha por volta de 10 anos e idade mental de sei lá.

Esse se passava na terra, onde o xerife BraveStarr, um índio nativo norte-americano tem a missão de salvar e proteger o planeta em que vive (colônias espaciais, tiroteios, bangue-bangue), no melhor estilo texano de viver, mas envolvendo territórios conquistados no espaço.

Armas, cavalos ciborgs (o do crush, sabe? só que ele não era cavalo de verdade, era só um alien que servia de cavalo). Ele tinha nome, que eu esqueci, mas segundo o Google, era Furacão. E um vilão chamado TexHex! TexHex! Nada fica melhor que isso pra um bangue-bangue/western/faroeste.

Enfim, qualquer coisa que envolva espaço, naves, tiroteios, armas legais, ciborgues e esquisitices sempre faz sucesso. Foi produziada pela Filmation, responsável por He-man e She-ra, e passava na Globo lá por 1987-1988. Ou era no SBT? Sei lá, só sei que passava na TV, acho que era na Globo, mesmo.

Percebe, Ivair…

….os padrões de desenhos favoritos da cavala????? Ahahahahahah.

Quaisquer similaridades e pontos em comum foram meras coincidências na época (ou não, mas olhando pra trás fazem sentido, se fossem escolhas atuais, qualquer similaridade  seria proposital já que seriam escolhas conscientes do que eu gosto de assistir hoje). 😀

Enfim, poderia ficar aqui mais uns 2 dias listando várias outras pérolas que merecem um pouco de amor e lembrança, mas deixo para uma outra oportunidade a continuação.Mas me contem aí nos comentários, e vocês, quais eram seus favoritos, que quase ninguém lembra, mas que vocês recordam com carinho até hoje????

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2 Comentários

    • Responder V. |

      Mas com certeza pegou outros tão bons quanto. 😀 Aproveita que alguns tem no youtube, e quando tiver um tempinho, divirta-se sendo criança novamente. <3 Tive que limitar a lista, porque eram tantos que queria falar… Ainda hei de fazer uma parte 2 ou até parte 3. 🙂 Bjos e obrigada pela visita e comentários. <3 Sou tua fã. 🙂

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